sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Invertido contraste climático...

    Novembro 2014

    Dezembro 2017

Entretanto já choveu e estou em crer que choverá razoavelmente (muito) mais _ mal será se assim não for!

Mas, no meu quase meio século de vida própria é a primeira vez que me recordo de na proximidade temporal de meados do mês de Dezembro não estar já todo o campo silvestre e agrícola verdejante. 

VB

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Excepcional... o "espectáculo" começa antes mesmo de ter começado!...


Não! Meus amigos, ainda não estou de volta num sentido fotográfico e virtual minimamente renovado e sólido; estou sim, em directa sequência das, mais uma vez, excepcionais trágicas circunstancias dos últimos dias, com reiterada base numa foto(*) que funciona em antítese à temática incendiária, de novo a abordar reflexiva/contemplativamente o próprio fenómeno incendiário para dizer que:

Primeiro não vou escrever acerca dos últimos inqualificáveis dias no que a incêndios florestais respeita, porque os a todos os títulos trágicos factos a nível de destruição humana e natural(fauna e flora), que neste último caso afecta também sempre o ser humano, são factos que falam por si sós _ para quem tenha a mais mínima sensibilidade para os constatar ou no mínimo intuir _ aquém e além do que, no caso, eu mesmo possa dizer/escrever ao respeito. 

Pelo que voltando sim a restringir-me na alusão às mediáticas previsões de “risco de incêndio”, estas são tão mais absurdas quando e por quanto não podendo os jornalistas dizer taxativamente por si sós e à cabeça que após consumados os incêndios estes são de origem negligente ou criminosa, não raro questionam e questionam-se os próprios jornalistas a esse mesmo respeito. A partir de que digo eu que independente de deflagrarem ...dez, cem, ou pior se alegadamente mais de meio milhar... de incêndios num só dia, leva a concluir que se os mesmos são em parte ou num todo de origem negligente está mais que provado que as mediáticas previsões de “risco de incêndio” são essencialmente inúteis/ineficientes como prevenção incendiária; já se esses mesmos incêndios foram parcial ou totalmente de origem criminosa essas mesmas mediáticas previsões de “risco de incêndio” continuando a ser inúteis/ineficientes como prevenção incendiária, parece-me a mim que até podem chegar a ser uma boa/perversa referência para os diversos, aparentes, interesses humanos _ económico-financeiros, imobiliários, políticos, individuais, em qualquer caso doentios _ pró incendiários.

Sendo que a temática dos mediáticos anúncios de “risco de incêndio”, pseudo preventivamente prévios aos próprios incêndios, é-me tão mais cara quanto a mesma dá, ao menos retórica, visibilidade aos incêndios, antes mesmo de qualquer incêndio ter deflagrado. Como seja que sem prevenirem positiva ou absolutamente os incêndios, que dadas as circunstancias, parece que até bem pelo contrário, levam é a que o mediático "espectáculo" incendiário comece até antes mesmo de ter começado!...

E se eu pessoalmente já não suporto ver, ouvir ou ler notícias acerca dos próprios dos incêndios, menos ainda o suporto sob as inqualificavelmente trágicas consequências humanas e naturais do corrente ano (2017), em acrescida adição a todos os demais transactos anos; agora imagine-se como é nauseante ou repulsivo estar a ouvir falar de incêndios antes dos próprios incêndios, pior se não como efectiva prevenção dos incêndios mas sim como pré anúncio incendiário, que é o que na prática se tem constatado ano após ano. Tudo numa comunicação social que regra geral me parece conter tanto ou mais de sensacionalista do que de sóbria. Cujo esse sensacionalismo se sustenta cíclica e viciosamente a si mesmo, no caso concreto também com base no fenómeno incendiário, como quando mediaticamente se difundem insistentes e intensos anúncios de “risco de incêndio” prévios aos próprios incêndios, depois e ironicamente face ao anterior cobrem-se mediaticamente os próprios dos incêndios, sem conclusivamente excluir os subsequentes balanços e respectivos debates mediáticos a respeito do fenómeno incendiário; com o “espectáculo” a somar e seguir, inclusive crescentemente ano após ano, de há já décadas a esta parte _ suponho que até já não haver mais floresta ou espaço natural para arder e/ou então até que no alusivo a espaço natural não se transforme este último em espaço artificialmente controlado/ocupado pelo ser humano, que enquanto tal já não será espaço natural na sua plena ou absoluta acepção, pior se após total, indiscriminada e em determinados aspectos irrecuperável destruição incendiária, na destrutiva conjunção de entre fauna e flora, sem naturalmente excluir a destruição da vida e do património humana/o. 

Em que a terminar, de momento, quero dizer que tendo eu nascido e crescido em meio rural, sou no entanto dum tempo em que incêndio era sinónimo de anormalidade natural/mentalmente a evitar e automaticamente a combater a todo o custo desde um primeiro momento e por toda/os _ sem qualquer prévia, paralela ou posterior intervenção mediática. Enquanto me parece que actualmente, até pela abordagem mediática do fenómeno incendiário, os próprios incêndios parecem ser algo natural/culturalmente inevitável, que qual “fruta do tempo”, até já há uma “época de incêndios”; sendo que pessoalmente até admito haver uma época (Verão, quente e seco) mais propícia(o) a incêndios, mas uma época de incêndios não existe pura e simplesmente, aquém e além de na doentia/controversa mente e sob respectiva negligente/deliberada acção humana.

VB

(*)...foto que eu confessamente já havia partilhado há meses por aqui, em registo monocromático e meramente fotográfico. VB 

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Equilíbrio...


Encadeando esta postagem com a imediatamente anterior, no presente caso com base numa foto feita há cinco anos e editada há quase um ano, digo que a minha disponibilidade para a fotografia de momento volta a ser muito baixa ou mesmo nula, enquanto algo ciclicamente natural em mim. E que sendo este meu blogue de básica essência fotográfica, pouco mais me resta que ausentar-me por algum tempo. Dalgum resumido modo e com base na foto acima diria que vou, também, procurar reencontrar o equilíbrio entre esta minha existência virtual e a minha existência presencial!

Agradeço a compreensão de toda/os e retribuirei qualquer visita/comentário quando puder, de resto revisitarei os blogues que sigo e que tenham novidades assim que aqui voltar.

VB 

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Navegar...


Criei originalmente este blog com o essencial, por não dizer o exclusivo propósito de partilha fotográfica. A que posso ou não associar complemento escrito. Só que por um lado nem sempre tenho disponibilidade temporal e/ou interior para a fotografia e por outro lado escrevo numa base e duma forma mais de circunstancial ou providencial recurso do que numa base e duma forma poético-literariamente atractiva-criativa(*).
  
Seja que como um veleiro que navega: ora em águas calmas, ora em águas agitadas, ora em calmaria, ora em tempestade, ora com o vento a favor, ora com o vento contra, ao sabor ou ao arrepio da corrente, aportando por motivo de rotina ou inusitado, estando mais ou menos tempo aportado, incluindo ou excluindo sempre o risco de naufrágio, etc.; também este meu virtual navegar, devido a motivos pessoais, profissionais(de trabalho) e no fundo existenciais dum modo geral, progride de entre águas calmas e águas agitadas, com e sem vento, com vento a favor e com vento contra, em linha ou em inversão à corrente, que não sei bem até que ponto chega ou não a estar à beira de naufragar, mas sei que salvo imponderável, de resto e por norma de entre a ...origem e o destino... tenho indefinidas milhas a percorrer sob as mais diversas condições de navegação, perante e para com o que este meu blog é uma espécie de "bloco de apontamentos" fotográficos e/ou escritos, derivados do meu vital navegar, que em viável parte aqui virtualmente partilho sempre que possível e/ou necessário, não podendo garantir à partida ou à prior se e/ou quando o farei mais contínua ou mais esporadicamente, mas como qualquer velejador/navegante sempre que e quando o faço é com o melhor de mim e respectivamente com espírito de chegar a bom ou pelo menos ao melhor porto/destino possível!

(*) Que não sendo falso modesto e inclusive fazendo justiça a quem desde sempre e/ou de momento elogia o que e como eu por aqui escrevo, devia eu desde um primeiro momento ter acrescentado logo no primeiro parágrafo que: apesar de e/ou até por todas as minhas limitações inerentes, ainda assim tenho de e para mim mesmo a escrita como a minha maior, melhor, quando não mesmo única forma de expressão e de existência própria!

VB

Obs: por mera curiosidade editei a foto acima sob um ocasionalmente bom som de jazz & blues via rádio, que espero tenha influído positivamente na minha edição fotográfica (rsrs); a partir de que mesmo tendo de fazer uma algo exaustiva pesquisa para encontrar um bom exemplo que não fosse muito longo e mas que reflectisse fiel e agradavelmente o referido género musical, cujo seguinte exemplo me pareceu o mais apropriado, inclusive ainda porque o titulo do mesmo "All of me" tem até muito que ver com o que escrevi acima, pelo que mesmo para quem não aprecia muito o género, espero possa desfrutar um pouco:

sábado, 7 de outubro de 2017

Uma excepcional postagem de circunstancia...



...esta excepcional postagem deriva directamente do sistémico-normativo fenómeno incendiário florestal, ano-após-ano, já difícil de qualificar enquanto tal, com tudo o que o está à prior, durante e após o mesmo. Face ao que em contrabalanço utilizo uma ilustrativa foto que é a antítese desse mesmo fenómeno, quando a mim e que para além dos próprios dos incêndios:

Se há coisa que me irrita e revolta solenemente é a palhaçada duns designados anúncios mediáticos de “risco de incêndio”. Que não posso afirmar que os incêndios ou parte deles derivam directamente desses ridículos, por não dizer perversos anúncios mediáticos, mas o que me parece muito constatavelmente é que esses mesmos anúncios não contribuem muito ou mesmo nada para prevenir e menos ainda para terminar com o fenómenos incendiário já como uma norma em si mesma, enquanto norma de que isso sim fazem parte integrante os próprios prévios anúncios mediáticos de “risco de incêndio”, sem absoluto prejuízo da posterior e em grande medida espectacular cobertura mediática desses mesmos incêndios.  

Não quero nem vou agora escrever muito ao respeito, mas ao menos tenho de dizer que de cada vez que vejo e ouço qualquer jornalista nos espaços noticiosos televisivos anunciar com pompa e circunstancia: “amanhã vai estar uma temperatura atmosférica acima dos trinta graus, bom para a praia e mas com forte risco de incêndio”, como mínimo ou como melhor das hipóteses penso ou digo logo: para dizer tal obviedade e no limite baboseira não era necessário estudar durante anos (décadas) e nem ir pomposamente de fato e gravata dizê-lo na televisão.

Sendo que após vários dias sem anúncios de “risco de incêndio”, nem respectivos incêndio, logo ontem no noticiário da noite, salvo erro da RTP1, lá veio a em si mesma compreensível previsão atmosférica, na circunstancia de tempo quente para o dia seguinte, enquanto tal acrescida dos aqui já dispensáveis anúncios de: “bom para a praia” e mas com “alto risco de incêndio”. É que bastava com a previsão atmosférica, na circunstancia a anunciar tempo quente, acima dos trinta graus, enquanto tal e isso sim já motivo de noticia por algo fora de época, mas a partir do que não era, nem é em absoluto necessário estar acrescida e obviamente a lembrar quem quer que seja que isso é “bom para a praia” e/ou que inclui “risco de incêndio”. Pelo que eu logo disse: lá vem outra vez a palhaçada dos anúncios de “risco de incêndio”, pensava que já se iam esquecendo, mas basta fazer um dia mais quente e logo vem essa trampa de novo

E o curioso é que após uns tempos (dias) sem mediáticos anúncios de “risco de incêndio” nem respectivos incêndios, de ontem(06/10/2017) para hoje(07/10/2017) lá retornaram os próprios dos incêndios e as subsequentes mediáticas notícias inerentes no respectivo jornal da tarde de hoje, após o imediatamente prévio anúncio mediático de “risco de incêndio” de ontem. E não, com tudo isto não estou a dizer que não se devam dar ou que se devam proibir determinadas noticias, o que estou a dizer é que não se faça notícia até do que é natural e correntemente óbvio, como por exemplo que calor acima dos trinta graus é no mínimo potencialmente bom para a praia e/ou que enquanto ainda sob o terreno seco derivado do Verão também implica risco de incêndio. De entre o que não digo que os ridículos anúncios mediáticos de “risco de incêndio”, não previnam um ou outro excepcional caso de incêndio derivado duma ou outra mente mais distraída/negligente, mas o que me leva cada vez mais a crer é que contribui acima de tudo para tornar os incêndios algo normal, uma espécie de inevitável “fruta do tempo” em muitas outras mentes, que como dalgum modo se diz na minha terra: “lá estão eles (os jornalistas) de novo a fazer lembrar aos incendiários do que os próprios não estão esquecidos, ao estilo de vão agora atear fogo que está bom para isso”! De resto se os, como melhor das hipóteses, ridículos anúncios mediáticos de “risco de incêndio” contribuíssem se facto para prevenir os incêndios, dada a insistência e intensidade desses anúncios durante anos e anos consecutivos, praticamente já não havia incêndios em absoluto, quando ironicamente parece que até bem mesmo pelo contrário.

Pelo que mais uma vez digo eu que incêndios florestais no contexto sociocultural, político, mediático e existencial actual, coincidem acima de tudo com: industria, negócio, espectáculo, circo mediático e loucura humana muito significativamente enraizada e já institucionalizada.

Claro que com esta minha perspectiva, pouco ou nada política, sociocultural, institucional ou mediaticamente correcta terei poucas ou nenhumas hipóteses de ser escutado, salvo se for para que tudo isto enquanto da minha responsável parte, seja usado contra mim, porque o sistema está bem enraizado e eu sou nada e ninguém face ao sistema!

VB

...

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Convite a sentar e tomar algo...


...bem sei que falta a presença humana e algo que tomar sobre as mesas, mas o convite é precisamente a quem não está e como tal o pedido continua por concretizar! ;) 

Entretanto conversemos ou pelo menos e sem qualquer obrigatoriedade de quem quer que seja me escutar/ler a partir daqui, no caso converso eu que sinto necessidade de o fazer, desde logo para dizer que em circunstâncias ditas normais, com base na foto exposta ficar-me-ia pela respectiva legenda imediatamente acima. Mas dado que desapareci repentinamente durante cerca duma semana sem mais, subsequentemente é-me no "mínimo" suscitado acrescentar:

Claro que eu só tenho necessidade de dizer/escrever isto, porque tenho já aqui uma pequena e mas excelente comunidade de seguidora/es que muito prezo e com que ao menos em alguns casos criei uma espécie de amigável afinidade, pois caso contrário eu iria e viria por maiores ou menores intervalos de tempo sem necessidade de explicar minimamente o porquê de estar ou de me ausentar. 

Além de que a minha ultima ausência, de praticamente uma semana, enquanto tal não muito longa mas tão pouco muito curta, neste último caso em especial se perante e para com precisamente algumas das pessoas com quem já criei algum nível de afinidade e como tal de existencial compromisso virtual, devo dizer que foi uma ausência de fundamento algo complexo de explicar, em sequência do que por concreto exemplo nas últimas semanas escrevi várias dezenas de páginas, enquanto algo acerca do que não consigo falar em poucas palavras. Além ainda de que tudo isto faz parte integrante duma minha base existencial de fundo, em sequência da que inclusive comecei originalmente a escrever acto espontâneo há mais de duas décadas e em sequência do que escrevi milhares de páginas, muitas delas manuscritas e em muitos respectivos casos já não existentes. Pelo que por exemplo qualquer resumida tentativa que fiz de vos falar grosso modo e o mais resumidamente possível tão só a respeito da minha ultima ausência daqui redundou sempre e como mínimo em mais de duas páginas A4, sem jamais terminar de ficar satisfeito, até por enquanto baseado essencialmente em mim por mim mesmo. Salvo que ontem Quinta-feira 05 surgiu algo que me suscitou escrever ao respeito, mais uma vez duma forma não necessariamente resumida _ como constatável, mas ao menos dentro dum contexto, por assim dizer mais balizadamente enquadrado no meio envolvente, aquém e além da minha unilateral perspectiva própria ao respeito, sem mais. Sendo que falar ou escrever acerca de nós mesmo nunca é muito fácil ou se acaso sequer devida e imparcialmente objectivo, mesmo que e/ou até porque eu seja um senão feroz, pelo menos um muito significativo auto critico de mim mesmo. O que contrabalança qualquer minha semi-objectiva ou subjectiva tendência de falar ou escrever em meu unilateral favor, aquém e além do que diga a minha vida prática e concreta do dia-a-dia.

De entre o que antes de entrar nesse contextual e por assim dizer balizado enquadramento que ontem surgiu, vou genericamente explicitar o mais imediato motivo desta minha última ausência, que foi o facto de com culminação no passado Domingo eu ter andado nas ultimas semanas a funcionar ao menos em parte por abnegado/desapaixonado abandono a solicitações externas, o que por si só coincide pouco ou nada com a minha presença aqui, dado que esta depende da minha expressão fotográfica e/ou escrita, que em qualquer dos casos coincide mais com minha interessada/apaixonada entrega à vida. Sendo que até pró subsistentemente, duma ou doutra forma eu até consigo encontrar e sustentar algum equilíbrio prático de entre uma coisa e outra: abnegado abandono e interessada entrega. Até porque por exemplo a minha expressão escrita deriva essencialmente dum meu longo processo de auto gestão pessoal e existencial próprio/a que faço desde há décadas, por assim dizer de entre o mais genérico paradoxo existencial e mas no caso concreto de entre a minha tendência de abnegado/desapaixonado abandono por exemplo a solicitações externas e/ou a imposições superiores, como meu princípio sociocultural a partir duma base existencial prática bastante humilde e/ou mesmo obediente; versos a não menos minha tendência de interessada/apaixonada entrega à vida, neste caso por minha primordial e inata natureza pessoal, humana e vital própria. Mas também dai que por vezes e em determinados casos se me torne, ao menos momentânea e circunstancialmente difícil ou mesmo impossível encontrar e contrabalançar auto gestionados equilíbrios práticos, como designadamente expressivos de entre uma coisas e outra, a exemplo do que sucedeu nos últimos dias. Restando-me, nestes últimos casos mais difíceis, reflectir e contemplar auto gestionadamente ao respeito e na sequência, normalmente a um nível de maior quietude e silêncio possível, por assim dizer a um nível mais austeramente monástico/eremítico do que do que expansivamente interactivo/expressivo. Também por isso muito difícil falar ao respeito em poucas palavras e as espaços mesmo em absoluto. Como dalgum modo me sucedeu na última semana e até ao presente momento.

Mas eis senão quando precisa e curiosamente, como que por magia da própria vida, na noite imediatamente anterior (ontem Quinta-feira 05 para hoje Sexta-feira 06) assisti a uma reportagem televisiva acerca das imensas riquezas arqueológicas nacionais, quer em águas territoriais próprias quer em águas internacionais a nível global, em qualquer dos casos com ditas riquezas arqueológicas abandonadas pelo próprio Estado; sendo que nem mesmo quando arqueólogos/exploradores internacionais procuram envolver/interessar o Estado português nos achados e respectivas recuperações arqueológicas alusivas a Portugal, isso parece surtir grandes resultados práticos por parte das diversas administrações do Estado nacional; como seja que está uma imensa riqueza arqueológica de origem nacional já recuperada por entidades nacionalmente externas, como por exemplo em Omã e/ou na Nabia, sem concreta participação ou substancial interesse nacional, além de muitas outras riquezas equivalentes identificadas e ainda por recuperar quer em águas nacionais quer em águas internacionais, mas sempre e em qualquer dos casos com o Estado português a mostra-se prática e essencialmente desinteressado. Isto quando parece que os vizinhos espanhóis reclamam os achados arqueológicos com origem em Espanha ou em barcos espanhóis afundados ao redor do mundo, inclusive recuperando Espanha os seus próprios tesouros arqueológicos em águas internacionais e portuguesas em concreto, com alguma dessas recuperações até derivada de batalhadas jurídicas vencidas em tribunal, como sucedeu nos EUA em sequência dum tesouro arqueológico de origem espanhola extraído e desfrutado por entidades extra Estado espanhol. Como seja que a oficial atitude Nacional portuguesa, no caso concreto é a dum nunca melhor dito: abnegado/desapaixonado abandono. Como seja que quando eu mesmo ando há dias com aguda e mesmo desanimada auto noção do meu abnegado/desapaixonado abandono próprio, de repente senti um forte sentido de pertença, inclusive a toda uma nação, confesso mesmo que nas circunstâncias em causa senti-me e enquanto tal sinto-me um: Bom Português! Mesmo que tudo isso não necessariamente pelos melhores motivos, que inclusive no seu global conjunto me leve a concluir que da minha unilateral parte serei mais um bom influenciável sob o genérico e/ou oficial espírito envolvente do que um bom e bem caracterizado autónomo.

De qualquer modo estou ao menos momentaneamente de volta a esta minha expressão escrita e também fotográfica, que em qualquer dos casos e mas em especial este último caso é essencialmente derivado de e para com minha interessada/apaixonada entrega à vida. De entre o que a foto acima foi feita no passado Domingo, dia de votos, numa sequência em que se eu tivesse saído de casa apenas para votar seguramente não o faria. Pelo que quando numa circunstancial conjugação existencial de entre mim e o meio envolvente em que acabei por precisamente numa base de abnegado/desapaixonado abandono me ter comprometido no explicito apoio a uma eleitoral candidatura político-partidária, enquanto algo que tem pouco ou mesmo nada que ver comigo, até porque tenho-me e auto assumo-me a mim mesmo como alguém suficientemente complexo e multifacetado, como para ter unilaterais simpatias ideológicas e menos ainda meramente partidárias. Pelo que ter de ir votar nesta base e sequência pressupôs para mim uma contrariedade própria para com a que tive de arranjar uma auto justificação para tão só sair de casa, que na circunstancia e não estando absolutamente pré programado, essa auto justificação foi sair para fotografar e então sim de passagem pelo local de voto que dista escassa centena e meia de metros de minha casa, exercer o correspondente direito de voto, dito democrático. Cujo o global efeito de tudo isso em mim, me levou a ausentar-me daqui devido a meu significativo sentimento de descaracterização própria dai derivada; apenas com ressalva para o facto de que quando acedi a prestar explicito e mas também abnegado/desapaixonado apoio a uma eleitoral candidatura político-partidária, foi num momento e numa conjuntura em que da minha parte e à altura me sentia significativamente inútil de mim para mim mesmo, coincidindo por exemplo isso com uma fase em que postei aqui um foto e respectivo texto sob titulação "Estado de espírito", aludindo dalgum modo a esse meu sentimento de inutilidade de e para comigo mesmo. Coincidindo isso dalgum modo ainda com o momento em que quando a poucas horas, por si só na imediata noite anterior a fechar o prazo para formalização legal das candidaturas políticas às eleições autárquicas, tanto mais se na minha região só havendo duas candidaturas possíveis, em que mesmo após e como até então incontornável norma em mim eu ter negado explicito ou absoluto apoio a essa ou a qualquer outra candidatura, quando esse apoio me foi solicitado, no entanto já depois e autonomamente por mim mesmo me ofereci como apoiante da mesma; o que só posso ou consigo explicar desde logo de e para mim mesmo como uma semi-objectiva e intuitiva forma de me provocar uma auto gestionada reacção face ao meu sentimento de auto inutilidade própria naquele momento, além de que se enquanto sendo útil a algo ou alguém mais, desde que esse algo ou alguém social e legitimamente aceite como tal, eu terminasse sentindo-me minimamente útil a mim mesmo. O que não deixou de se cumprir, pois que nos dias e semanas imediatas a eu prestar esse explicito apoio a uma candidatura político-partidária, ainda que na condição de eu não participar em campanhas eleitorais ou em qualquer outras iniciativas relacionadas, o facto é que contextualmente o meu processo de auto gestão inerente até se agudizou e aprofundou a ponto de me ter lavado a escrever dezenas de páginas relacionadas com o contexto em causa ou em directa sequência do mesmo. Sendo que o próprio acto de escrever nasceu originalmente e prevalece continuamente em mim, como uma espécie de pró vital, sanitária ou subsistente ponte de entre os diversos factores subjacentes ao próprio e primordial paradoxo existencial, no meu caso pessoal muito traduzido de entre as minhas vertentes de por um lado abnegado/desapaixonado abandono e por outro lado interessada/apaixonada entrega à vida. 

Ainda que no próprio dia do voto em si mesmo e mas em especial por determinadas circunstancias subjacentes ao mesmo que não vou descrever agora aqui, tanto mais se em associação ou dissociação a todo o meu global desencontro com a dimensão político-partidária modo geral, enquanto determinadas circunstancias essas que não terminei ainda e que de resto suponho levarei indefinido tempo a digerir, tão só ir votar e nas circunstancias em causa foi algo que me custou muito para além do que eu poderia supor, desde logo quando por circunstancial antecipação me havia predisposto a prestar explicito apoio a uma candidatura político-partidária. Como resumidamente seja que apesar de e/ou até por tudo fui exercer o direito de voto, em mínima coerência com o facto de ter prestado explicito apoio a uma das candidaturas político-partidárias a votos, mas de forma altamente contrariada de e para comigo mesmo. Ou seja ainda que paguei caro o facto de ter auto violado um meu princípio existencial próprio, inclusive derivado do meu longo e incompatível processo de auto gestão pessoal e existencial próprio/a, que era e é o princípio de manter distancia face a meros compromissos ideológicos, em especial se num unilateral sentido partidário, independentemente da sua original base ideológica de fundo. De entre o que salve-se então o facto de que de momento e quase uma semana após, estou de regresso aqui como uma minha mais interessada/apaixonada entrega à vida, tendo por base uma foto que resultou de eu ter saído de casa para votar, ainda que só se justificando fazê-lo, ao menos de mim para mim mesmo, em auto esforçado e oportuno nome de ir fotografar _ mas a partir de que quer o acto quer o resultado fotográfico propriamente ditos me resultaram algo essencialmente satisfatório e natural.  

VB